Etc

E as férias se vão…

Olá gente, tudo bom? O blog ficou um pouco parado (o último post foi A Seleção antes do ano virar) porque eu fui viajar e depois tirei um pouco de tempo pra pensar. Essas férias eu tive que pensar muito, tive que fazer as decisões mais difíceis da minha vida.  Sei que não é o tema do blog, mas estou realmente precisando desabafar.

2012 foi meu ano de estudos. Estava no terceiro ano do colegial e precisava passar no vestibular. Eu sempre almejei Medicina e minha segunda opção era Odontologia, ou seja, cara nos livros. Me afastei de amigos por não ter tempo, amigos se afastaram de mim por eu só ter tempo para os livros, parei de fazer coisas que me agradavam, como cantar e escrever, para ter mais tempo para me dedicar ao vestibular. E os resultados, ainda bem, começaram a aparecer.

As aprovações começaram no meio do ano quando passei numa particular em Biomedicina. Depois, nessa mesma particular, porém no final do ano, passei em Odontologia. Nunca pensei em fazer particular, apesar de ser uma das minhas opções caso não passasse em nenhum pública. E, graças a Deus, passei em uma pública. Pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UEM (Universidade Estadual de Maringá) eu passei em Odontologia e já foi uma grande realização. Foi então que o grande dilema da minha vida começou.

Fazer a matrícula da UEM ou esperar o resultado da UEL (Universidade Estadual de Londrina) dia 17? Morar sozinha ou continuar em Londrina e fazer cursinho por um ano? Mudar para Maringá, adquirir independência ou continuar em Londrina, dependente dos meus pais? Alguns cabelos brancos a mais e eu ainda não tenho essa resposta. Para não deixar a oportunidade passar, digo que estou matriculada na UEM e posso afirmar com certeza que ano que vem serei uma universitária.

Se eu estou certa de que é isso que eu quero? Não. Se eu não passar na UEL, estarei indo para Maringá, uma cidade sem parentes, sem amigos, com a cara e com a coragem para estudar um curso que eu não tenho certeza que é o que eu gosto. Lógico, irei crescer, aprender tantas coisas novas, mas bate aquele medo, aquele frio na barriga e você não sabe se vai conseguir. Eu vou conseguir? Vou sobreviver lá? Vou manchar todas as minhas roupas ao tentar lavar? Vou morrer do coração quando ver uma barata no quarto e não ter minha mãe pra matar? E nos dias de chuvas com trovão, vou correr para cama de quem? É, com a idade vem a obrigação de crescer.

Talvez eu esteja pensando demais sobre um assunto que não é certo ainda. A lista de aprovados da UEL não saiu ainda e talvez eu passe na tão sonhada Medicina. Talvez eu continue na casa de mamãe, com comida, roupa lavada e passada. Essas férias estão passando e vários “E se” e “Talvez” estão pipocando na minha cabeça. 2013 começou já marcando e mudando a minha vida para sempre. Só tem uma certeza para esse ano: universidade, ai vou eu.

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