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Belo Desastre – Jammie McGuire

Autor: Jammie McGuire
Editora: Versus Editora
Título Original: Beautiful Disaster

Abby, junto com sua amiga América, acabaram de entrar na faculdade e estão lá para fugir do passado de Abby. América e seu namorado arrastam a protagonista para um círculo de luta onde ela conhece Travis Maddox. É uma conexão imediata. Mais para frente no livro eles fazem uma aposta: se Abby ganhar, Travis fica um mês sem sexo. Se ele ganhar, ela vai passar um mês vivendo no apartamento com ele e o namorado de América. Quando Abby se vê, ela está envolvida demais com Travis para voltar atrás.

Vou deixar minha opinião bem clara sobre esse livro pra vocês entenderem: Eu.Odiei.Muito.
E a resenha vai ter spoilers, ok?

O que falar de “Belo Desastre”? A primeira coisa que passa na minha cabeça é: Já li fanfic de Jonas Brothers com um enredo mais interessante e uma escrita muito melhor que a de Jamie McGuire. Comecei a fazer essa resenha sem nem ter terminado o livro. Estou passando por ele quase chorando, estou com vontade de colocar fogo nesse livro. Abby não cativa, ela é plana, não tem uma personalidade definida. E o que todo aquele drama de “fugir do passado”? UGH! Começamos as primeiras páginas com uma Abby santinha, bonitinha e, segundo a sinopse “com a quantidade apropriada de cardigãs no guarda roupa”. Sabe o que eu esperava dela? Aquelas meninas mimadinhas que vivem no mundo cor de rosa delas. Até se isso fosse verdade seria mais interessante.

Não vou nem comentar a sinopse, né gente, nem precisa. Porque “Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão…”. Antes do meio do livro ela já está virando quinze doses de tequila como se isso não fosse o suficiente pra deixar alguém em como alcoólico – ou morte alcoólica – e temos muitos “merda” e “porra” nas frases dela.

Travis. O que falar de Travis? Que moleque chato, irritante. Que vontade de pegar e dar um soco no nariz dele e desfigurar e matar e, ai meu Deus! Acredito que Jammie queria retratar um bad boy que no fundo, bem lá no fundo, é um daqueles caras sentimentais que dormem com ursinho de pelúcias, sabe? Lógico que sabe, todo mundo conhece um desse. O problema é: ela não conseguiu. O que ela criou foi um Edward (isso mesmo, o vampiro Edward) com tatuagem. Ele é chato, obsessivo, ciumento, possessivo. Se eu tivesse um homem dessa na minha vida, eu já tinha contratado um advogado e feito uma ordem de restrição contra ele.

Não, vocês não tão entendendo meu ódio por esse livro. Não estão! Quando Abby dá pro Travis a primeira vez – sim, ela dá! Não vou usar eufemismos aqui – e simplesmente acha que levantando da cama e saindo ele vai esquecer de tudo me dá uma vontade de pegar aquela filha da mãe e socar. Por quê? Porque até ela DAR para o Travis, ela era virgem. Quem é virgem, normalmente não perde a virgindade numa ficada de um dia, com pensamento de “nossa, se eu dar pra ele talvez ele pare de correr atrás de mim”. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. E tem o episódio da tequila, que ela vira quinze – sim, QUINZE – doses como se isso fosse a coisa mais fácil de se fazer.

Experiência própria: depois do quarto shot, você não se lembra nem quem você é.

Vi muitas resenhas positivas sobre esse livro, então fui ávida ler. Com vontade. Talvez seja por isso que eu tenha me decepcionado tanto com ele. Ou talvez seja só porque ele parece uma fanfic mal escrita de Crepúsculo.

Os dramas que a autora criou são frívolos, idiota, que qualquer um teria encarado com maturidade e nada daquilo teria acontecido. Como eu disse, escritoras de fanfics elaborariam uma trama mais complicada e mais madura que isso. Eles brigam a toa, fazem tempestade em copo da água. Esse livro deveria ter sido banido antes de sua publicação. A única coisa que salva é a capa. Apenas. Eles brigam e voltam mais vezes que protagonista de novela das nove. Travis é ciumento ao extremo e Abby é boba ao extremo. O que falta nos dois é um boa dose de bom senso. Bom senso nela pra reconhecer os sintomas de um amor patológico e bom senso nele pra ir procurar um psiquiatra pra tratar sua bipolaridade.

E, ah, por favor, não me venham falar que a escrita da Jammie é “fluida” e que “foi muito fácil de ler”. Realmente, o livro é fácil de ler. Concordo. Mas isso porque é só diálogos. O livro inteiro. De algumas vezes, entre um travessão e outro, vinha um pequeno parágrafo de 3 linhas contando alguma coisa que alguém estava fazendo. Não temos momentos de reflexão interna, não temos momento para descrever os outros, muito menos o ambiente. É claro que isso torna a leitura fácil. De novo, me lembra fanfics que eu lia – e escrevia – aos 14 anos de idade.

Deixando isso claro, só não abandonei o livro por ser questão de HONRA chegar até o fim.

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