Livro

A Escolha – Kiera Cass

Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Título Original: The One

No terceiro livro – e último – da série “A Seleção”, a disputa pela coroa e o coração de Maxon está cada vez mais acirrada. Enquanto América não sabe o que fazer, a escolha do príncipe se aproxima, além dos inúmeros ataques rebeldes que atrapalham a paz no castelo. Agora ameaçada pelas outras competidoras e o rei, ela se vê sem saber o que fazer.

Sejam bonzinhos comigo. É a primeira resenha que faço depois de meeeses.  A questão é, estou esperando esse livro desde que A Elite saiu, e isso já faz um bom tempinho, então imaginem como estava o coração? Pois é. O problema com esse livro talvez seja esse: a minha antecipação pela história me fez criar uma aura tão mágica que me decepcionei. Não completamente, mas, é, eu esperava mais.

O fato é: A América ta cada vez mais certa do que quer, ela está começando a ter certeza que ela gosta mesmo do Maxon e que é isso que ela tem que fazer. Se fosse tão fácil assim… Ela ainda morre de medo de perder para alguma das outras meninas, já que agora a competição ta cada vez mais acirrada, ela morre de medo de não fazer a escolha certa, de não ser boa o suficiente, de não ser princesa o suficiente. Enfim. Acho que faltou um pouco de evolução de personagem nesse sentido, queria pelo menos um livro YA que a protagonista seja confiante do começo ao fim, é pedir demais? Mas isso não quer dizer que ela seja plana do começo ao fim e que não teve evolução. Teve. Um dos medos dela era de não conseguir ser princesa suficiente, mas vemos que, desde o começo, ela vem se moldando e muda. Ela se impõe mais, ela deixa transparecer que, talvez, bem talvez, ela seja minimamente confiante. Mas ainda não é o ideal. Quero uma protagonista que ponha uma roupa preta, um coturno e fala “Não é a roupa que me faz ser forte, eu sou forte e posso derrubar um governo. E, aliás, com  meus cabelos ruivos e olhos claros e voz perfeita e talento pro violino e corpo maravilho, eu sou liiiinda”. Entendem?

América sempre me irritou um pouquinho, esse é fato, mas o que me irritou mais nesse livro foi o Maxon. Ele não parecia o Maxon, sabe? Ele está mais… cafajeste? Mais… atiradinho? Talvez eu mesma tenha construído uma personalidade e um personagem que não fosse real. Até porque, muitas das atitudes que ele tomou nesse livro, eu não entendi. Eu sinceramente não entendi. Não quero dar spoilers, mas tem vários pontos do livro que algo acontecia e eu ficava com aquele mega ponto de interrogação na cabeça. É sério que ele fez isso? É sério mesmo? O fato é, Aspen passou a ser um personagem mais carismático para mim do que o Maxon, e eu achava que isso era difícil. Acho que quem leu sabe que pontos são esses (quando ela está na província dela, no final do livro, naquela confusão…), e me estressaram um pouquinho, me tiraram do sério.

Só que ai reside o problema: se fosse só o Maxon fora da personagem, a gente relevava, mas parece que todas – todas – as personagens estão fora, menos a América. A Celeste me deixou com um ponto de interrogação maior do que o príncipe. Se você quer criar uma reviravolta e revelar a personalidade de uma pessoa, que deixe pistas sobre isso no meio de todos os livros, e não num ponto que ela achou que seria conveniente. Entendem? Kiera Cass acertou muito, muito mesmo, nos outros livros. Já nesse, ela parecia que precisava correr com a história e deixou os leitores sem entender muito o que estava passando. O Aspen está “fora” do personagem dele. As outras meninas da Seleção também. Aaaai Kiera, você pisou no meu calo literário: as personagens.

A história tinha tudo pra ser boa. Em muitas partes eu parava, levantava e saía pela casa falando “eu não quero ler, eu não quero ler, eu não quero ler”, porque chegava naquelas partes agonizantes, sabem? Então, a gente tem uma história que tinha tudo pra ser menos focada no romance, com uma pitada de revolução, e reviravoltas e tudo mais, enfia num livro que continua no mesmo padrão de tamanho dos outros, então pequeno, ferra com todas as personalidades de personagens já bem construídos e o que temos? A Escolha.

Sinto como se estivesse espancando meu próprio filho ao escrever isso. Ai que heresia. Talvez se o livro estivesse dividido em duas partes, ficaria muito mais coerente, condizente e bem encaminhado. Faltou sustância. Faltou algo que me fizesse acreditar que aquela história era real do mesmo jeito que os dois primeiros me fizeram acreditar. A Seleção era uma das maiores inspirações pra eu escrever meu livro – estocado parado há algum tempo – e agora é um ótimo exemplo como “não terminar trilogias”. Não, Kiera, você errou. Desculpa.

Por causa disso, dou nota 3 de 5, meio chorando por dar uma nota baixa, e ainda achando que a nota é alta demais. Só dou essa nota porque, apesar de tudo, eu gostei da história – só gostei. Amaria se ela tivesse sido mais bem estruturada e escrita. E o problema não foi ler o livro em português não, porque li em inglês. Em primeira mão, todos os gafes da Kiera.


 

UFA! Tirei isso das minhas costas. A última resenha que fiz acho que foi de Belo Desastre… Caramba. Então é isso gente, espero que vocês tenham gostado do livro, não tenham se decepcionado tanto igual eu, e que tenham gostado da resenha.

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