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A Culpa é das Estrelas e do John Green

A Culpa é das Estrelas. O livro que mais me fez chorar agora se tornou no filme que mais me fez chorar. Eu já assisti duas vezes, uma vez na estréia e outra ontem. Por quê? Porque gosto de me torturar, simplesmente por isso.

A primeira vez que fui assistir, fui como fã mais do que como crítica – na verdade, faço isso com todos os filmes que assisto. Thor: O Mundo Sombrio, por exemplo. Assisti uma vez na estréia pra sentir o clima do film e outra vez depois para conseguir formular uma opinião que não fosse: “AI MEU DEUS, my feels”. Apesar disso, eu sai da primeira sessão que fui com uma visão do filme que só se confirmou quando eu reassisti: uma das melhores adaptações cinematográficas que assiste na vida. De verdade. Eu chorei muito mais no filme do que no livro – e eu achava que isso era impossível. Pra quem não conhece, eu já fiz a resenha do livro aqui, mas vou dar uma pequena introduzida.

Hazel Grace Lancaster é uma adolescente de 17 anos diagnosticada desde os 13 anos com câncer na tireoide que, infelizmente, fez metástase nos pulmões. Ela sabe que é uma paciente terminal e que os remédios que ela toma só prolonga um pouco a sua vida. Sua mãe insiste que ela está depressiva e pede para que ela frequente um grupo de apoio para crianças e adolescentes com câncer. É lá que ela conhece Augustus Waters, em remissão por alguns meses de um câncer nos ossos. Juntos, os dois começam a se apaixonar, cada vez mais próximos por causa de um livro chamado “A Aflição Imperial”. Sem dar muitos spoilers, esse é o resumo do filme e do livro.

Eu amo o livro, e já li e reli ele várias vezes quando eu to naquele clima de “quero chorar”, sabe? E posso afirmar que amo esse filme e, junto com Pronta Para Amar, entra na minha “listas de filmes para assistir com um balde de pipoca, panela de brigadeiro e lencinhos de papel”. Foi incrível ouvir todas as fungadas e os gemidos de todo mundo que estava assistindo, foi incrível, de verdade. E, mais que tudo, foi maravilhoso ver o livro, que é um dos meus favoritos, se materializar na minha frente, real. Depois de tanto tempo de espera.

E o filme está lindo. Visualmente, lindo. O roteiro, lindo. A fotografia está maravilhosa. As cenas que eles passam em Amsterdã te faz ter vontade de sair do cinema, pegar um avião direto para lá. E não só isso, todo o trabalho técnico e de efeitos está fofo demais. As trocas de mensagens deles aparece em caixinhas como se fossem balões de diálogo, lindinho demais. Mas é claro que o mérito não fica só por conta da equipe técnica. A equipe criativa, desde os roteiristas, até os figurinistas, acertaram demais no filme. Talvez por ter o John Green ali do lado monitorando cada parte, mas eles pegaram a Hazel e o Augustus da minha imaginação e colocaram lá. Eu via cenas que pareciam ser tiradas direto do livro e automaticamente me transportava pro lugar onde eu li, pra situação. Eu conseguia sentir os cheiros que sentia na hora que li o livro, se eu fechasse os olhos, a cena que imaginei na hora passaria na minha mente, e quando eu abrisse, aquilo estaria fiel. Ali. Na minha frente.

E tem sensação melhor do que essa quando se está assistindo uma adaptação? Ser transportado para a primeira vez que você leu o livro e teve contato com os personagens, que você começou a moldá-los na sua imaginação e ver que eles atendem todas as expectativas? Foi incrível. Demais. Uma experiência maravilhosa que fazia muito tempo que não tinha com adaptações.

E não só os personagens principais estão fieis: todos os outros se encaixam demais. O Isaac está maravilhoso, os pais da Hazel, todos. Me dá vontade de chorar só de lembrar.

A atuação que me incomodou um  pouco no começo. Sei que o filme normalmente não é filmado na ordem certinha, mas esse me pareceu ser sim. No começo, a atuação parece travada – de todos, não só da Shailenee ou do Ansel. No decorrer do filme, isso melhora demais, e me surpreendeu bastante. Shailenee, que tinha achado meio fraquinha em Divergente, me surpreendeu demais nesse filme. E, Ansel, ai Ansel. Esse sim conseguiu me tirar soluços e choros doídos durante o filme. E de todos, porque você sai da sala de cinema com a cara inchada. Todos saem assim, então não tenha vergonha, é só ir correndinho pro banheiro e fica tudo certo.

Trilha sonora impecável, cenários impecável. Tudo impecável. Para quem era fã do livro, como eu, é um sonho realizado. Parece ter sido tirado direto da nossa imaginação para uma tela de cinema. E você vai derramar muitas lágrimas durante o filme inteiro. Vai chegar uma hora que você vai pensar: “Bem, é isso, não vou chorar mais”. Ledo engano. Em menos de vinte minutos você estará derramando todas as lágrimas que achou que não derramaria e vai estar procurando o culpado: As estrelas, ou John  Green por ter escrito um livro tão apaixonante?

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