Etc

O encosto da vida amorosa.

Eu acho que não tem mais jeito. Não há banho de sal grosso, macumba ou simpatia que resolva. Minha vida amorosa está fadada a ser uma merda. E não é por ser gorda não, porque sei de muita gorda por ai namorando de bem com  a vida e feliz. Acho que estou destinada a gostar de babacas – e o inverso ser verdade também.

Começou bem pequena. Aos sete anos tive aquele primeiro namoradinho que você sai falando pra todo mundo que é namoradinho, mas na verdade o que vocês fizeram foram dar as mãos enquanto estavam indo pra educação física. Bem, esse babaca espalhou pra turma inteira, um dia depois, que ele tinha terminado comigo pra ficar com outra menina. E a outra menina nem sabia ler ainda. Que ultraje. Tinha deixado ele sentar do meu lado e pegar na minha mão enquanto assistíamos ao filme num dia no colégio. Primeiro babaca.

O segundo babaca foi aos oito anos de idade. Foi nesse ano que começou a minha maldição de “Victor”s que só foi quebrada aos quatorze anos de idade. Ele dizia que gostava de mim, eu gostava dele. Estava tudo muito bem, tudo muito bom, quando ele beijou uma menina num jogo de Verdade ou Consequência porque eu não quis beijar ele. Eu tinha oito anos de idade, poxa, olha a idade da menina pra sair beijando no jogo da garrafa. Que ultraje. Segundo babaca.

Os próximos babacas são crushs que tive até uns quatorze anos, que foi a idade da quebra da maldição dos Victor. Até um cara por internet eu cheguei a ficar apaixonadinha. O Victor do basquete que me deu uma bolada nas costas depois que eu recusei a beijar ele – mesmo gostando dele -, o Victor da catequese que na verdade era um capeta e foi um crush temporário. Eu devia ter percebido naquela época que minha vida amorosa ia ser uma merda, mas ainda assim continuei. Persisti. Quem sabe um dia né?

Não.

Foi aos 14 que o inferno astral realmente começou. Porque é a idade de você começar a ter os rolinhos de verdade, começar a olhar pras coisas de modo diferente, aquele seu amigo quem sabe. Então. Não faça isso. Aconteceu com um amigo meu da Igreja, e todo mundo ficava em cima da gente. Sabe o que aconteceu? A maldição pegou a gente. Ele era uma babaca, eu fui uma babaca uma hora, mas principalmente ele foi um babaca. Agora, ele nem olha na minha cara e não consegue nem me cumprimentar como qualquer pessoa normal faria, porque ele sabe que foi tão babaca, que nem olhar pra mim consegue direito.

Eu sei, eu sei, talvez eu tenha sido um pouco filha da puta de ficar dois anos sumida e de repente surgir sem mandar um Whats falando: “Migo, prepara o coração que sexta  a gente vai se ver. Quero conhecer sua namorada nova, bjokas”. Aliás, eu nem precisava conhecer a namorada nova dele, porque ela é tipo uma cópia de mim. Sério. De verdade. Ele foi tão babaca esse fim de semana, que separou todo um grupo de amigo que a gente tinha, porque se eu estava conversando com eles, ele não vinha, e, se eu fosse conversar enquanto ele estava, ele saia. Viu, filho da puta.

E eu nem sinto mais nada por ele. Aliás, pretendo não sentir mais nada por ninguém, porque depois que eu terminei com esse babaca, comecei a gostar de outro babaca que foi embora sem nem se despedir pessoalmente. Pois é, gente, a maldição da vida amorosa pegou de novo e, se já não bastasse isso, eu fiquei quase dois anos remoendo o que eu sentia por ele.

A única coisa que eu quero é alguém que não seja babaca. É pedir demais? Alguma sugestão de como quebrar essa maldição da vida amorosa? Alguma simpatia pra ver se tiro esses encostos da minha vida? Porque olha, ta difícil.

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