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Traveling shovel of death e outros internos

Depois de muitos NaNos, você acaba se tornando familiar com alguns treats usados pelos escritores pra fazer aquela menção honrosa ao NaNo, para mostrar que aquele livro foi feito no mês mais insano do ano. E hoje vou falar pra vocês de alguns.

Traveling Shovel of Death ou nossa querida Pá Viajante da Morte

Alguns dizem que essa pá surgiu em 2005. Outros dizem que ela sempre esteve por perto. A origem é incerta, mas sua função não. Ali para ajudar qualquer escritor que queira matar personagens e ainda colo300px-tsod_trading_card_front1car uma piada interna, para satisfazer a necessidade de sangue do seu assassino interior. Há a teoria que existe apenas uma pá e que ela viaja de história em história. Um personagem silencioso com espírito assassino.

“Fechei os olhos, esperando o tiro que acabaria com a minha vida. Vinte anos. Tinha vivido até bastante para um rebelde. Alguns morrem antes mesmo de completar dezoito anos. E, antes que o soldado pudesse puxar o gatilho da arma, um barulho de metal contra carne tirou-me de meus devaneios. Abri meus olhos para encontrar o soldado caído no chão, Júlia procurando por ar, a pá do fazendeiro agora em sua mão.

O pescoço do soldado exibia um feito corte, e o sangue escorria. Nicholas correu para chutar o capacete dele longe e, antes que eu pudesse impedir, Júlia havia proferido outro golpe contra a cabeça dele, um barulho oco de ossos se partindo. Aquilo embrulhou meu estômago. Júlia não parou até que as manchas de sangue na pá cobrissem toda a parte metálica e o crânio do soldado estivesse desfigurado. Levantou o rosto para mim, a respiração ofegante, e soltou o cabo. O instrumento atingiu o chão, ao lado do corpo sem vida do soldado que nos perseguia. Suas mãos estavam cheias de respingos de sangue, seu rosto transmitia algo entre dor, remorso e uma satisfação incrível. Ficamos em silêncio, um pouco em choque, o barulho ainda se repetindo em minha mente. Nossas botas estavam vermelhas.”

A pá faz sua aparição na minha história do NaNo de 2015

The Trebuchet Club

Em 2006, um usuário chamado LustForLike reuniu um grupo de Wrimos no fórum oficial. Esses escritores tinham uma coisa em comum: usavam uma catapulta em suas histórias. Esse clube faz sua aparição quase anual, com autores felizes de fazer parte desse grupo seleto.

Mr. Ian Wood

Ninguém sabe o rosto de Mr. Ian Wood. Algum dizem que Mr. Ian Wood é um homem alto, bonito, sensual. Outros dizem que Mr. Ian Wood é aquele seu vizinho estranho. Mas em uma coisa todos concordam: Não se chama Mr. Ian Wood de apenas Ian, ou Wood, ou variados. O certo é chamá-lo de Mr. Ian Wood – tanto para aumentar sua quantidade de palavras quanto para honrar seu nome completo. Mr. Ian Wood é um anagrama pra NaNoWriMo. Mr Ian Wood pode ser o que você quiser.

Blue Tent of WHOA ou Tenda azul de WHOA

Normalmente, é vista em histórias de campistas que avistam a tenda azul da escrita. De algumas vezes, porém, faz sua aparição em novembro nas histórias daqueles autores que querem honrar o primo mais novo do NaNo. De qualquer forma, ele pode ser uma grande ajuda praquela jornada do herói.

Book of Tim ou Livro do Tim

Uma moderadora regional estava com problemas para continuar sua história. Tim, carinhosamente, se ofereceu para estar em seu livro. A moderadora, então, ganhou o NaNoWriMo. Desde então, Tim tem aparecido em vários livros.

Cliff Brooks

Cliff Brooks, um Wrimo, escreve terror. Na área de South Bay, um dia com uma forte neblina, que não se podia ver nada além de palmos em sua frente, nossos bravos wrimos fizeram um write-in em um café suspeito, com cheiro de morte. Phil, o mais novo do local, olhou para uma página do livro que Cliff Brooks trabalhava e riu. Como vingança, Cliff matou Phil.

No próximo write-in, Phil apareceu com um jeito de matar Cliff Brooks e com um desafio lançado pela sua mãe: que todos matassem Cliff em seus livros. Até hoje, os cemitérios estão lotados de Cliff Brooks

Suddenly, DUCKS! ou De repente, PATOS!

Você está andando normalmente nas ruas de São Paulo, apressado para aquela reunião e preocupado porque está com um bloqueio criativo desde o primeiro dia no NaNo e não sabe o que escrever. Passando pela FIESP você vê. De repente, um pato! E tudo se clareia. Aquele seu heroi, viajando pela floresta vai ver… Uma horda de patos. Fugindo. Do quê?

Ai é você que decide.

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